Tenho desejos. Desejos que não são realizados por causa de toda essa massa que me envolve.
O que sou além do corpo? Sou separada do corpo ou sou um ser com corpo?
O que sou além de mim?
Sou homem.
Sou mulher.
Sou filha.
Sou irmã.
Sou amiga.
Sou Teka.
Mas sou?
Quando meu corpo não mais existir, ainda vou ser? Ou vou ser esquecida?
O que vai ser de mim quando eu não mais for?
Tenho medo.
Medo de que tudo o que eu senti e vivi seja comido por vermes junto com meu corpo podre.
Tenho medo de amar. Medo de não amar. Medo que que meu corpo me impeça de ser amada.
Tenho medo de ser o que não sou.
só
A solidão é devastante.
É só.
É nó.
É nó que dá na garganta
É nó que dá nas entranhas
É nó que dá na mente
Mente que mente
Mente por querer
Mente por poder
Poder não estar
Poder estar
Poder estar só.
É só.
É nó.
É nó que dá na garganta
É nó que dá nas entranhas
É nó que dá na mente
Mente que mente
Mente por querer
Mente por poder
Poder não estar
Poder estar
Poder estar só.
era
Me perco pensando no que poderia ser, no que não foi. O ser não é mais e o não ser virou. Perdido nesse abismo de ilusões criadas para satisfazer um coração destroçado pela guerra. Uma guerra pelo amor, que a derrota resultou em paz.
sangue profano
domingo, 18 de agosto de 2013
Suas mãos geladas em meu corpo quente me causavam arrepios que percorriam toda a minha espinha. Sua voz grossa atravessava meus ouvidos como seda até chegar em meu coração. Quando nossos gemidos se juntaram para formar um coro uníssono, eu cheguei ao ápice. Ali derramada em seus braços, com ele derramado dentro de mim, eu senti minhas crenças e certezas se transformarem em duvidas. Se existe um deus, ele com certeza estaria rindo muito daquele momento, porque eu tinha me apaixonado pelo meu irmão e estarmos naquela cama rodeados das lembranças do que tínhamos acabado de fazer ia contra tudo que chamamos de lógico. Ia contra tudo que chamamos de sensato.
Uma foda
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Já era dia e ele estava acabado. Havia bebido muito na noite anterior e dela só lembrava de passagens vagas. Quem era aquela estranha com quem transou? Lembrava de terem feito um sexo animal, como ele não tinha tido em muito tempo, ou talvez até nunca. Lembrava do gosto da boca dela, dos seus peitos, do seu gozo. Lembrava da sensação de estar deslizando dentro dela. "Caralho, que sensação". Ele lembrava até dos detalhes do seu cabelo caindo pelo seu ombro, mas não conseguia lembrar o nome dela, nem ao menos onde a encontrara. Então seria só isso? Uma foda e fim? Aparentemente, sim. "Pelo menos foi uma foda bem gostosa" - pensou ele.
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