Seu cheiro ainda está aqui
Na minha cama
Em mim
Você passeia pelo meu corpo
Com um olhar poderoso
Derrama seu veneno
Por isso estou enlouquecendo
Meu corpo estremece
A cada palavra não dita
A cada respiração interrompida
A cada batida
E em prantos
Choro desafinada
Procurando pelo alguém
Que já me esqueceu
não precisa ter sentido o amor
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Em um pedaço de papel você guardou um segredo invisível aos olhos.
Histórias repetidas que não valem o céu.
Um despropósito.
Até você?
Se eu pelo menos te amasse menos...
A morte é menos que teus beijos.
Pouco resta do que fui.
Antigamente eu era eterno.
Agora sou terno.
Nada sei da Lua com Saturno.
É um simples fato da vida que poderia acontecer a qualquer um.
De súbito desperto.
Só restou a saudade chamando extremos na distância.
Histórias repetidas que não valem o céu.
Um despropósito.
Até você?
Se eu pelo menos te amasse menos...
A morte é menos que teus beijos.
Pouco resta do que fui.
Antigamente eu era eterno.
Agora sou terno.
Nada sei da Lua com Saturno.
É um simples fato da vida que poderia acontecer a qualquer um.
De súbito desperto.
Só restou a saudade chamando extremos na distância.
home
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Just take me home
Home is where I belong
I belong to you
You are my home
Just take me
Home is where I belong
I belong to you
You are my home
Just take me
distante
Quero viver um grande amor. Um amor que me de olhos fechados me mostre o mundo. Um amor sem pudor, sem limite. Que me dê livros e que escreva dedicatórias que me façam chorar. Que faça meu coração ficar apertado com a saudade, mas ainda com esperança de poder estar em seus braços de novo. Que desconheça tempo e distancia. Um amor que me ame e que me faça feliz pelo simples fato de existir.
Não é pedir demais, é? (C+A)
Não é pedir demais, é? (C+A)
there is no place like home
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Me leve para casa.
Me faça uma casa.
Me faça sua casa.
Me faça uma casa.
Me faça sua casa.
uma cadeia
Tenho desejos. Desejos que não são realizados por causa de toda essa massa que me envolve.
O que sou além do corpo? Sou separada do corpo ou sou um ser com corpo?
O que sou além de mim?
Sou homem.
Sou mulher.
Sou filha.
Sou irmã.
Sou amiga.
Sou Teka.
Mas sou?
Quando meu corpo não mais existir, ainda vou ser? Ou vou ser esquecida?
O que vai ser de mim quando eu não mais for?
Tenho medo.
Medo de que tudo o que eu senti e vivi seja comido por vermes junto com meu corpo podre.
Tenho medo de amar. Medo de não amar. Medo que que meu corpo me impeça de ser amada.
Tenho medo de ser o que não sou.
O que sou além do corpo? Sou separada do corpo ou sou um ser com corpo?
O que sou além de mim?
Sou homem.
Sou mulher.
Sou filha.
Sou irmã.
Sou amiga.
Sou Teka.
Mas sou?
Quando meu corpo não mais existir, ainda vou ser? Ou vou ser esquecida?
O que vai ser de mim quando eu não mais for?
Tenho medo.
Medo de que tudo o que eu senti e vivi seja comido por vermes junto com meu corpo podre.
Tenho medo de amar. Medo de não amar. Medo que que meu corpo me impeça de ser amada.
Tenho medo de ser o que não sou.
só
A solidão é devastante.
É só.
É nó.
É nó que dá na garganta
É nó que dá nas entranhas
É nó que dá na mente
Mente que mente
Mente por querer
Mente por poder
Poder não estar
Poder estar
Poder estar só.
É só.
É nó.
É nó que dá na garganta
É nó que dá nas entranhas
É nó que dá na mente
Mente que mente
Mente por querer
Mente por poder
Poder não estar
Poder estar
Poder estar só.
era
Me perco pensando no que poderia ser, no que não foi. O ser não é mais e o não ser virou. Perdido nesse abismo de ilusões criadas para satisfazer um coração destroçado pela guerra. Uma guerra pelo amor, que a derrota resultou em paz.
sangue profano
domingo, 18 de agosto de 2013
Suas mãos geladas em meu corpo quente me causavam arrepios que percorriam toda a minha espinha. Sua voz grossa atravessava meus ouvidos como seda até chegar em meu coração. Quando nossos gemidos se juntaram para formar um coro uníssono, eu cheguei ao ápice. Ali derramada em seus braços, com ele derramado dentro de mim, eu senti minhas crenças e certezas se transformarem em duvidas. Se existe um deus, ele com certeza estaria rindo muito daquele momento, porque eu tinha me apaixonado pelo meu irmão e estarmos naquela cama rodeados das lembranças do que tínhamos acabado de fazer ia contra tudo que chamamos de lógico. Ia contra tudo que chamamos de sensato.
Uma foda
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Já era dia e ele estava acabado. Havia bebido muito na noite anterior e dela só lembrava de passagens vagas. Quem era aquela estranha com quem transou? Lembrava de terem feito um sexo animal, como ele não tinha tido em muito tempo, ou talvez até nunca. Lembrava do gosto da boca dela, dos seus peitos, do seu gozo. Lembrava da sensação de estar deslizando dentro dela. "Caralho, que sensação". Ele lembrava até dos detalhes do seu cabelo caindo pelo seu ombro, mas não conseguia lembrar o nome dela, nem ao menos onde a encontrara. Então seria só isso? Uma foda e fim? Aparentemente, sim. "Pelo menos foi uma foda bem gostosa" - pensou ele.
"e o que dizem é que foi tudo por causa de um coração partido" - LEGIÃO URBANA
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A dor estilhaçava seu coração. Apenas restaram as lembranças. Memórias de quando eram felizes juntos. Ela o abandonou da forma mais brutal possível. O que aquele cara tinha que ele não? "Ele tem paixão", foi o que ela disse. Por tantas vezes ele deixou de lado seus sonhos e vontades para satisfazê-la, e agora ela o pagava trocando-o por um cara que nem ao menos sabia trocar uma lâmpada. "Inúteis! Eles se merecem" - dizia ele toda vez que alguém lhe perguntava sobre o fim do namoro, quando na verdade o que ele achava era que ninguém merecia dividir a cama com ela além dele. Ele tava perdido, fodido e sozinho. Se não fosse para viver com ela, não seria com mais ninguém. Não seria mais. Pegou a arma que guardava escondida no fundo do armário e a carregou com uma bala. Uma única bala. Uma única chance. Enfiou o cano frio em sua boca e sem nem pensar duas vezes, atirou.
VINHO DERRAMADO
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Planos e idealizações espalhados pelo chão. O porque dos acontecimentos nenhum dos dois sabia, mas eles viam os cacos e sentiam a dor. Esta era tanta que transbordava. Ela fechou os olhos. Não aguentava olhar para ele e para o futuro que não mais existia. Acabou. Finito. Finais felizes são raros, e aquele, com certeza, não era um desses.
Parte de uma coletânea.
a chuva bate na janela
a verdade soca a cara
o tempo lembra
o passado não volta
a verdade soca a cara
o tempo lembra
o passado não volta
MUTABILIDADE
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Os sentimentos mudaram, as idéias também. As vontades não são mais as mesmas. O que permaneceu foi o resto de um coração partido...
Primavera.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Olhos.
Tão belos mas tão frios. Como os corações de viajantes longe de casa são.
Ainda tão apegados ao inverno que não deixam a vivacidade da primavera lhes invadir.
Mais uma vez o sol amanhece e os lamentos lúgubres recomeçam sua música sem melodia.
Músicas que aos ouvidos são tormentos.
É preciso afugentar com ímpeto esse medo do desconhecido e lhe permitir desbravar o novo.
O novo aroma, o novo sabor, o novo toque, a nova melodia e a nova visão.
Tão belos mas tão frios. Como os corações de viajantes longe de casa são.
Ainda tão apegados ao inverno que não deixam a vivacidade da primavera lhes invadir.
Mais uma vez o sol amanhece e os lamentos lúgubres recomeçam sua música sem melodia.
Músicas que aos ouvidos são tormentos.
É preciso afugentar com ímpeto esse medo do desconhecido e lhe permitir desbravar o novo.
O novo aroma, o novo sabor, o novo toque, a nova melodia e a nova visão.
(Imuno)deficiência humana.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
- Pedro, eu tenho HIV.
Seus olhos perderam o brilho e se transformaram em poços profundos de escuridão. Dei-lhe o silêncio para poder digerir a verdade. Quando voltou a si, Pedro me abraçou durante um longo tempo; segurou minha mão e assim fomos até a minha casa. Na despedida, seus lábios secos foram de encontro à minha bochecha. Uma lágrima quente escorreu de meus olhos.
Naquele momento eu soube que nunca mais voltaria a vê-lo.
Seus olhos perderam o brilho e se transformaram em poços profundos de escuridão. Dei-lhe o silêncio para poder digerir a verdade. Quando voltou a si, Pedro me abraçou durante um longo tempo; segurou minha mão e assim fomos até a minha casa. Na despedida, seus lábios secos foram de encontro à minha bochecha. Uma lágrima quente escorreu de meus olhos.
Naquele momento eu soube que nunca mais voltaria a vê-lo.
Minha vida sem Helena
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Era estranho entrar em casa e não ter mais Helena me esperando com um sorriso enfeitando a sua face e com milhões de beijos para serem distribuidos à mim. Ela não mais me pertence, não mais pertence a essa casa, com a qual sempre sonhamos, e muito menos a esse mundo, o mundo que juramos conhecer juntos.
Ela não esta mais aqui.
E mesmo que eu teime em não acreditar nisso, o meu orgão pulsante sabe a verdade e pulsa cada vez mais lentamente toda vez que tal verdade vem a tona.
Ela não está mais aqui.
E toda a sanidade que ainda restara em meu corpo foi embora junto com ela.
Ela não está mais aqui, e eu também não deveria estar.
Era, não é mais.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Sentada ao pé de uma amendoeira, uma sopro quente toca meu rosto e me faz lembrar você.
Recordo das noites de frio em que você me esquentava com seu corpo sempre fervente, de como você me beijava calorosamente sempre que chegava em casa e de como você me abraçava, só para mostrar o quanto eu era sua.
Tempos bons e que não voltarão mais. Confesso que durante muito tempo eu senti falta do seu toque, mas que agora já não me são mais necessário.
O vento então muda de direção e eu volto ao mundo que muitos chamam de "real". Me dou conta do homem que ali está deitado em meu colo, o homem a quem amo, e faço com que os pensamentos que a pouco rondavam minha mente, sumam. Meu doce enfermo. Sem ele eu morro e sem mim ele não existe.
Recordo das noites de frio em que você me esquentava com seu corpo sempre fervente, de como você me beijava calorosamente sempre que chegava em casa e de como você me abraçava, só para mostrar o quanto eu era sua.
Tempos bons e que não voltarão mais. Confesso que durante muito tempo eu senti falta do seu toque, mas que agora já não me são mais necessário.
O vento então muda de direção e eu volto ao mundo que muitos chamam de "real". Me dou conta do homem que ali está deitado em meu colo, o homem a quem amo, e faço com que os pensamentos que a pouco rondavam minha mente, sumam. Meu doce enfermo. Sem ele eu morro e sem mim ele não existe.
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